Nessa semana a Minardi anunciou o companheiro de equipe do holandês Christian Albers. É o austríaco Patrick Friesacher, destaque na Fórmula 3000 Internacional (categoria extinta que dará lugar, este ano, a GP2). Aos 24 anos, o austríaco encarará o desafio de pilotar para uma equipe que não tem conseguido bons resultados nos últimos anos. Para se ter uma idéia, o último ponto marcado pela escuderia foi no ano passado pelo húngaro Zsolt Baumgartner no tumultuado Grande Prêmio dos Estados Unidos, ponto conseguido graças aos sucessivos abandonos dos concorrentes a sua frente.
Apesar disso, o austríaco está confiante em uma boa temporada. Segundo matéria do UOL Esporte de ontem, dia 16, Friesacher comentou que "Há uma atmosfera excelente e muitos grandes pilotos começaram suas carreiras na Minardi, então não consigo pensar em um lugar melhor para começar a minha". De fato, vários bons pilotos passaram pelo cockpit da equipe, como Giancarlo Fisichella, Jarno Trulli e, mais recentemente, Fernando Alonso e Mark Webber (hoje na Renault e na Williams, respectivamente).

Patrick Friesacher: Confiança na estréia. (Foto: UOL Esporte)
No entanto há um problema para Friesacher estrear na Austrália, dia 06 de março. O austríaco ainda não tem a super licença, necessária para que os pilotos possam guiar na Fórmula 1. Para que o piloto obtenha a super licença é necessário que ele tenha terminado nas duas últimas temporadas de Fórmula 3000 disputadas pelo menos entre os cinco primeiros da categoria. Patrick tem esses requisitos, mas sem o documento não pode guiar o carro. Para tanto, Paul Stoddart, chefe da escuderia, está analisando a possibilidade de outro piloto para guiar na prova de estréia, caso o austríaco não consiga o documento há tempo.
Com a dupla da Minardi decidida, apenas a Red Bull não definiu quem será o segundo piloto da escuderia, ao lado do experiente escocês David Coulthard. A equipe tem duas opções para a vaga: Vitantonio Liuzzi, campeão da Fórmula 3000 Internacional no ano passado; ou Christian Klien, que pilotou pela extinta Jaguar no ano passado, somando três pontos na categoria. A definição do segundo piloto do time sairá no Sábado.
Confira como estão as duplas das equipes para a temporada 2005:
Ferrari: Michael Schumacher e Rubens Barrichello
BAR: Jenson Button e Takuma Sato
Renault: Giancarlo Fisichella e Fernando Alonso
Williams: Mark Webber e Nick Heidfeld
McLaren: Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya
Sauber: Jacques Villeneuve e Felipe Massa
Red Bull Racing: David Coulthard e indefinido (Vitantonio Liuzzi ou Christian Klien)
Toyota: Jarno Trulli e Ralf Schumacher
Jordan: Narain Karthikeyan e Tiago Monteiro
Minardi: Cristian Albers e Patrick Friesacher
OPINIÃO:
Confesso que fiquei feliz ao saber da entrada de Patrick Friesacher na Fórmula 1. Mas o potencial desse piloto mereceria uma equipe melhor que a Minardi (talvez a Red Bull ou até mesmo a Toyota). Evidente que, dependendo da performance ao longo da temporada, pode ser que o austríaco alavanque de vez a sua carreira na F-1 ou seja apenas mais um na multidão, tal como foram os dois pilotos da equipe no ano passado: Zsolt Baumgartner e Gianmaria Brunni. O primeiro ainda conseguiu marcar um ponto pela equipe e o outro pouco fez.
Apesar de ter sido o primeiro degrau de alguns dos bons pilotos da nova geração (caso de Fisichella, Trulli, Alonso e Webber), a Minardi é uma equipe fraca e pouco competitiva, onde quem consegue mostrar o seu talento pode, realmente, conseguir um bom futuro na Fórmula 1.
Nessa semana dois clubes brasileiros estrearam na Taça Libertadores da América e não tiveram bons resultados.
O Atlético Paranaense jogou fora de casa contra o Independiente de Medellin, da Colômbia. O Atlético chegou a abrir vantagem, dominou boa parte das ações ofensivas durante o jogo, mas acabou cedendo o empate no final da partida.
O Atlético Paranaense abriu o placar ainda na primeira etapa com cobrança de falta bem executada por Marcão. Dênis Marques marcou o segundo gol. O Atlético seguiu dominando o jogo, atacando bastante o time da casa, que chegou a perder um pênalti na primeira etapa. Morantes cobrou e Tiago, que substituiu o contundido titular Diego, defendeu a cobrança.
Mas nos minutos finais o Independiente, semifinalista do torneio em 2003, conseguiu uma reação impressionante. Depois de um cruzamento na área, Diego González marcou o primeiro dos colombianos. E no final do jogo Morantes, o mesmo do pênalti perdido, chutou de fora da área e contou com o desvio no meio do caminho para marcar o gol de empate. O Atlético volta a campo na Taça Libertadores no dia 1 de Março, quando joga em casa contra o Libertad do Paraguai. O Independiente enfrentará o América de Cáli dia 22 de fevereiro.

Marcão comemora gol no empate do Atlético-PR contra o Independiente de Medellin (Foto: UOL Esporte)
O Santos estreou ontem e não obteve sucesso contra a equipe do Bolívar, na altitude de La Paz. O time paulista ficou por duas vezes atrás no placar, chegou a empatar, mas levou dois gols no final e acabou derrotado na estréia por 4 a 3. Destaque para o meia Zermatten do Bolívar que marcou três dos quatro gols da equipe boliviana. Cabrera marcou o outro gol do Bolívar. Deivid, com dois gols, e Robinho marcaram para o Santos. O Santos volta a jogar na competição dia 03 de março contra o Danúbio, do Uruguai, na Vila Belmiro. O Bolívar vai à Quito dia 08 de março enfrentar a LDU.

Ávalos lutou bastante, mas não conseguiu evitar a derrota do Santos em noite de Zermatten, do Bolívar. (Foto: UOL Esporte)
Outros resultados
Nacional (Uruguai) 0 x 1 Júnior de Barranquilla (Colômbia)
Alianza Lima (Peru) 0 x 0 Tigres (México)
Cobreloa 1 x 3 Guadalajara (México)
Sporting Cristal (Peru) 2 x 0 Pachuca (México)
OPINIÃO:
Bem, os times brasileiros ficaram bem aquém do esperado na estréia da Taça Libertadores. O Atlético até que jogou bem (pelo que pude acompanhar dos melhores momentos no Globo Esporte na quarta-feira), chegou a abrir dois gols, mas acabou pecando no final ao ceder o empate. Pelo bom futebol mostrado na estréia, o rubro-negro paranaense pode incomodar na competição.
Quanto ao Santos, esse sim precisa de uma reorganização urgente. O time não jogou bem (também pelo que pude ver nos melhores momentos) e tomou um sufoco do Bolívar. Aliás, fica a pergunta: Por que os times brasileiros (inclua-se aí também a seleção) não conseguem bons desempenhos quando jogam em altitudes maiores do que 2.000 metros acima do nível do mar? Bem, Geografia à parte, o Santos chegou a empatar e teve chances para virar o jogo, mas não conseguiu.
Agora Oswaldo de Oliveira precisa rever a sua opção para a titularidade do gol santista. Henao nem parecia aquela parede que fechou o gol do Once Caldas na campanha do título sul-americano no ano passado falhando em, pelo menos, dois gols do time boliviano. Ou o Santos se cuida, ou então nem passa da primeira fase.
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