Amigos leitores, sei que o meu blog fala apenas de Esporte, mais especificamente de futebol e Fórmula 1. Claro que não vou deixar passar em branco a liderança isolada de Fernando Alonso no mundial de Fórmula 1, a decisão no Rio que será entre Fluminense (que surrou o Flamengo por 4 a 1) e Volta Redonda, mais um Atle-tiba aqui no Paraná decidindo o regional e o título paulista conquistado ontem pelo São Paulo ao empatar sem gols com o Santos.
Mas o mundo no final da semana passada viu a agonia de um homem que até o último momento de sua vida esteve empenhado em sua missão. Uma missão nobre que começou no ano de 1978, atravessou os tempos, passou por vários países e culturas diferentes. Quebrando protocolos, tabus, e até as limitações que o corpo físico, sôfrego, submeteu-o com o passar dos anos .
Falo de um homem que nos ensinou muita coisa com sua determinação, sua força, sua serenidade. Serenidade esta que manteve até o último momento, até partir para sua derradeira viagem. Um homem que atendeu a todos os povos com a mesma dedicação e respeito, independente de raça, cor, crença, religião. Mais do que um chefe religioso, ele foi um chefe de Estado. Consultado por todos ao redor do mundo, criticado por alguns por sua postura conservadora. Foi decisivo no fim de regimes comunistas, destroçou a cortina de ferro e abriu espaço para a democracia no leste europeu.
Falo de Karol Wojtyla, um polonês que chegou ao posto mais importante da Igreja Católica Apostólica Romana. Um homem que fez e ajudou a construir a História com humildade, força, energia e serenidade. Acima de tudo, com serenidade. Até o último momento esteve ao lado dos fiéis, de todos aqueles que se uniram nas infinitas horas de vigília rezando por sua saúde.
João Paulo II se foi, mas deixará um legado que nenhum outro Papa será capaz de apagar. Podemos não ter o dom da vida eterna, mas o que fazemos de bom aqui será levado por uma vida inteira.
O Papa viajante, como muitos se referiam a João Paulo, foi o primeiro a visitar o Brasil, maior país católico do mundo. E visitou três vezes. Não posso falar sobre a primeira visita dele em 1980, só nasceria dois anos depois. E olha que ele esteve em Curitiba. Uma pena eu não ter visto ao vivo as cenas dele por aqui.
Da segunda visita, de 1991, também não me recordava. Me recordo vagamente, mas bem vagamente da de 1997, a sua última passagem pelo Brasil. A imagem que me lembro foi de Fafá de Belém cantando para um Maracanã lotado de fiéis. Realmente é comovente a devoção que este homem despertou entre os homens, independente de sua crença religiosa.
Não sou católico, não freqüento nenhuma Igreja, grupo de jovens ou similar. Mas tenho o mais importante dentro de mim: fé! E por essa fé e, principalmente, em respeito à partida desse homem, não escreverei no Reformulando por uma semana. Foi a melhor e mais singela forma que encontrei de prestar minha última e respeitosa homenagem a este homem que deixará saudades em todo o mundo.
"A benção, João de Deus. Nosso povo Te abraça. Tu vens em missão de Paz. Sê bem vindo. E abençoa a esse povo que Te ama. A benção, João de Deus!"

KAROL VOJTYLA – PAPA JOÃO PAULO II
1920-2005
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